Nessa terça-feira (17/03), a equipe da Coordenadoria da Cidadania (Cocid) da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJUS), realizou visita técnica no município de Tocantínia, no Cras Katâwanõ e Akwê, e nas aldeias indígenas Funil e Porteira. A iniciativa contou com a apresentação da primeira edição da Cartilha do Idoso juntamente com um momento de diálogo, orientações e sugestões para a elaboração de uma segunda edição do material.
“No Seminário da Pessoa Idosa no ano passado, o público de Tocantínia compareceu em peso. Agora é nossa vez de ouvir e prestigiar a contribuição que eles têm a dividir conosco”, refletiu a servidora Mariana Aires sobre a ação no município localizado a 80 km de Palmas.
Durante a visita no Cras, foram apresentadas orientações a respeito da importância da saúde mental do idoso. A servidora ainda destacou alguns sinais emocionais e psicológicos que merecem maior atenção. “É importante estar atento a sentimentos de irritação, fadiga ou a perda de vontade em fazer coisas simples, são comportamentos que podem revelar muito além de só mero cansaço por conta da velhice, e fazerem parte de sintomas de doenças, como depressão e ansiedade”.
Logo em seguida, a assistente social e servidora da Cocid, Luana Paniago, prestou esclarecimentos a respeito da prevenção contra golpes financeiros que comumente vitimam pessoas mais velhas.
“As pessoas que mais caem são aquelas que não querem, digo que não querem por que muitas vezes, essas pessoas não possuem muita familiaridade com o celular e outras tecnologias, o que acaba as tornando mais suscetíveis a sofrer golpes e fraudes”, explica.
Visita a aldeias
Também foram visitadas as aldeias indígenas Funil e Porteira, onde foram abordadas conversas a respeito da Cartilha e os direitos da Pessoa Idosa. Questões sobre a realidade dos anciãos de ambas as comunidades também foram discutidas. O cacique Elso Xerente aponta que materiais informativos como a Cartilha são fundamentais, “Esse é um assunto usado para debates muito fortes no nosso povo, e não só no nosso, mas também em outras aldeias, como a Krahô e a Apinajé”.
Já o cacique Devanir Xerente, da aldeia Porteira, chama atenção para a importância da valorização do idoso e a riqueza cultural que carregam. “Quando perdemos um ancião, perdemos uma biblioteca. Como liderança, eu me preocupo, às vezes eles são deixados de lado, mas não deveria ser assim, a cultura só se inicia graças ao ancião.”, afirma.
A secretária da Assistência Social de Tocantínia, Sâmua Rosa, destaca a parceria entre Corregedoria e o CRAS e a relevância de realizar essas ações para a elaboração de novas políticas públicas, “ Nós sempre recorremos ao Judiciário, principalmente quando direitos fundamentais são rompidos, ter esse laço entre a ação social e a Corregedoria é muito importante.”, finaliza.
Cartilha do Idoso
A visita técnica também foi um momento de proveito para ouvir as necessidades e desafios que idosos enfrentam, tanto na cidade, como nas reservas indígenas, as discussões e questionamentos levantados pelo público, farão parte da segunda edição da Cartilha do Idoso, que está prevista para o segundo semestre deste ano.