Com o objetivo de assegurar a proteção da memória pública e fortalecer a segurança jurídica no município, o Cartório de Arraias, em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) – Câmpus de Arraias, promove a Semana da Conservação e Digitalização do Acervo.
A ação, alinhada às diretrizes da Corregedoria, reforça o compromisso institucional com a preservação documental, a modernização dos serviços cartorários e a proteção do patrimônio histórico. Milhares de registros que são a base da cidadania e da garantia de direitos estão passando por processos técnicos de conservação e digitalização, resguardando informações essenciais contra o desgaste do tempo.
Ao unir rigor técnico e sensibilidade histórica, a iniciativa busca não apenas preservar, mas democratizar o acesso aos documentos, respeitando as exigências legais e oferecendo mais eficiência e segurança para a população.
A participação da UFT reforça a seriedade e o alcance do projeto. "Essa parceria permite acessar registros valiosos, como o de 1877, que mostram a vivência da Lei do Ventre Livre e os desafios da igualdade racial na Primeira República. É a história global se manifestando localmente e esse é o estado da arte da pesquisa histórica", afirma o coordenador do projeto, Ricardo Spindola Diniz.
"É dever do oficial Registrador a conservação do acervo e sua proteção. Junto com a UFT estamos transformando o Registro Civil das Pessoas Naturais (RCPN) de Arraias no modelo de digitalização para todo Estado, fazendo com que a memória do sul do Estado, o livro mais antigo é de 1887, esteja à disposição de todos e principalmente das futuras gerações", destaca Tagore Trajano Oficial Registrador do RCPN de Arraias.