CGJUS participa do mutirão Pop Rua Jud promovendo cidadania e inclusão social

Lucas Nascimento
Kamila Marinho Batista, 37 anos, encontrou no Mutirão Pop Rua Jud a oportunidade de oficializar o laço afetivo que tem com o pai adotivo, colocando o nome dele na certidão de nascimento, por meio do programa Pai Presente da Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins. O atendimento foi realizado durante a programação do evento, realizado pelo Poder Judiciário, nesta sexta-feira (22), na Escola Estadual Maria dos Reis Barros, em Palmas.

“Meu Pai Marcio cuida de mim desde os meus sete anos. Em todos os momentos difíceis, ele esteve ao meu lado. Sempre me tratou como filha e nunca me abandonou. Quando fiquei sabendo da ação e do atendimento pelo programa Pai Presente, perguntei o que ele achava de tornar isso oficial, e ele aceitou na hora. Agora não é só sentimento, é documento”, compartilhou Kamila emocionada. “Nem pensei duas vezes. Sempre considerei a Kamila minha filha, independentemente de papeis. Agora é uma questão oficial, e estou muito orgulhoso de fazer parte disso”, disse Márcio dos Anjos Rosendo ao falar da iniciativa da filha.

Raquel França Amorim também buscou atendimento para incluir o nome do pai de sua filha, Maria Eduarda, de quatro anos, na certidão de nascimento. “É muito importante para garantir os direitos dela no futuro. Não sabemos o dia de amanhã, e ter o nome do pai registrado traz mais segurança”, afirmou. 

Para a  assessora da Coordenadoria da Cidadania (Cocid/CGJUS), Luciane Prado, ações como essa são de extrema relevância para levar cidadania às pessoas. “Ninguém deveria ter um registro sem o nome do pai. Seja o pai biológico ou socioafetivo, é um direito fundamental. O Tocantins é um dos estados atuantes no programa Pai Presente, ajudando a mudar uma cultura que normalizou a ausência paterna nos registros civis”.

Extrajudicial

O Pop Rua Jud, promovido pelo Poder Judiciário do Tocantins com o apoio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJUS) e diversos parceiros, oferece nesta sexta-feira mais de 300 serviços gratuitos, como a emissão de documentos do registro civil. Fabiana Costa de Oliveira aproveitou o atendimento para solicitar a segunda via de sua certidão de nascimento. “Quando perdi a certidão há três meses fiquei preocupada porque sem documentos a gente não faz nada; o atendimento aqui foi rápido e facilita muito para quem precisa, como é o meu caso”, disse a dona de casa.

A professora Luzeni Almeida também procurou o mutirão e foi atendida pelo cartório de Registro Civil. “Vim fazer a 2ª via da identidade, mas preciso primeiro renovar minha certidão de casamento. Essa é a segunda vez que eu procuro fazer esses documentos e não conseguia, agora deu certo, a nova certidão de casamento vai ser entregue a partir do dia 29 deste mês”, contou aliviada, porque pretende viajar para o Maranhão.

Para o oficial do cartório de Registro Cível de Palmas, Fernando Amorim, o mutirão é uma ação de grande relevância social. “O mutirão representa uma oportunidade valiosa de levar cidadania a pessoas em situação de vulnerabilidade, com foco naquelas em extrema vulnerabilidade. Entre os serviços oferecidos pelos cartórios estão a emissão de certidões de nascimento e casamento, retificações de documentos e orientações sobre dúvidas frequentes. Nos casos em que os registros pertencem ao acervo local,  as pessoas já saem com a documentação em mãos”, destacou Fernando, reforçando a importância do papel social do Judiciário.

“A Corregedoria se uniu ao projeto com o objetivo de prestar um atendimento humanizado, oferecendo orientação e serviços essenciais para garantir cidadania às pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente a população de rua”, avaliou o coordenador dos Serviços Extrajudiciais da CGJUS, Wagner dos Santos, lembrando que a documentação básica garante que as pessoas se tornem “visíveis para a sociedade e as capacitamos a acessar seus direitos”.

 


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