A Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins iniciou nesta terça-feira (22/4), no Fórum da Comarca de Gurupi, as oficinas da I Semana da Gestão de Excelência, iniciativa voltada ao fortalecimento da gestão nas unidades judiciárias do Estado. Com foco na qualificação de magistrados(as) e servidores(as), a ação aposta no uso estratégico de dados estatísticos e na aplicação de metodologias ágeis como ferramentas para aprimorar a tomada de decisões e impulsionar resultados institucionais.
Promovido em parceria com a Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), o curso é ofertado na modalidade presencial, com carga horária de 14 horas, reunindo participantes de comarcas da região sul, como Alvorada, Araguaçu, Arraias, Dianópolis, Formoso do Araguaia, Gurupi, Natividade, Palmeirópolis, Paranã, Peixe e Taguatinga. Ao todo, são disponibilizadas 50 vagas, distribuídas entre magistrados(as), assessores(as) e servidores(as) das unidades judiciárias.
Durante a abertura, o corregedor-geral da justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho destacou a importância da iniciativa como parte de uma mudança de cultura na atuação do Judiciário.
“Isso é extremamente importante porque um Judiciário eficaz se constrói com processos bem estruturados, gestão qualificada e, sobretudo, pessoas preparadas. Dentro dessa perspectiva, é essencial levar aos nossos servidores e magistrados tudo o que a Corregedoria tem desenvolvido. Hoje, a CGJUS atua muito mais na orientação do que na fiscalização, alinhada a uma nova forma de gestão, Nesse contexto, é fundamental compreendermos que a condução das unidades deve ser eficiente, organizada e estratégica, para que possamos entregar uma jurisdição cada vez melhor e mais efetiva. Essa é a realidade que estamos construindo”, afirmou.
Inserida no contexto das metas nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a iniciativa está diretamente vinculada à Meta 12f, que prevê a realização da primeira edição do Prêmio Gestão de Excelência, e à Meta 12a, voltada à implementação de mecanismos de valorização e reconhecimento dos servidores do 1º grau. Nesse sentido, o projeto reforça uma cultura institucional orientada por resultados, mas também centrada nas pessoas, reconhecendo o papel estratégico dos profissionais que atuam na linha de frente da prestação jurisdicional.
Durante o primeiro dia, os participantes foram conduzidos a reflexões sobre gestão de pessoas, comunicação e análise de dados como pilares para uma atuação mais eficiente. O Módulo I foi conduzido pelas facilitadoras Hyllaine Asevedo Silva e Glacielle Borges Torquato Rocco, que abordaram temas como empatia no serviço público, inteligência relacional, vieses cognitivos e comunicação estratégica no ambiente institucional.
Na sequência, o Módulo II foi desenvolvido pelas facilitadoras Adriana Reis Dutra e Joelma Moreira da Costa, com apoio dos monitores Marcus Vinnicius Duarte e Aline Botelho, em formato de oficina prática. A atividade teve foco na gestão baseada em dados no Poder Judiciário, com abordagem sobre navegação em painéis estatísticos, aplicação de filtros, interpretação de gráficos e leitura de indicadores.
No período da tarde, as mesmas facilitadoras conduziram o aprofundamento da análise de dados e do planejamento estratégico das unidades judiciárias. Os participantes trabalharam na identificação de gargalos processuais, definição de prioridades e elaboração de planos de gestão com base em evidências estatísticas, conectando indicadores institucionais às metas nacionais do CNJ.
Ao longo da programação, os participantes também são orientados na elaboração do Plano de Gestão da Unidade Judiciária, instrumento que consolida diagnóstico, metas, prioridades e estratégias de atuação, com base em evidências. A proposta é que esse plano funcione como um guia prático para o acompanhamento de resultados e o aperfeiçoamento contínuo das rotinas de trabalho.
Programação
A abertura oficial e a primeira oficina ocorreram das 8h às 10h desta quarta-feira (22/4), seguida do Módulo I, que abordou temas como gestão de pessoas, comunicação e uso estratégico de dados, com foco em empatia, inteligência relacional e tomada de decisão no ambiente institucional.
No período da manhã, também foi realizado o Módulo II, com oficina prática sobre gestão baseada em dados no Poder Judiciário, incluindo navegação em painéis estatísticos, leitura de indicadores e interpretação de gráficos.
À tarde, a programação foi dedicada ao aprofundamento da análise de dados e ao planejamento estratégico das unidades judiciárias. Os participantes trabalharam na identificação de gargalos processuais, definição de prioridades e elaboração de planos de gestão com base em evidências estatísticas.
A programação segue nesta quinta-feira (23/4), com a realização de oficinas temáticas simultâneas:
Das 8h às 10h
Oficina I: Gestão de unidades da fazenda pública
Oficina II: Gestão de audiências criminais e sentenças
Das 10h às 12h
Oficina III: Gestão dos juizados especiais
Oficina IV: Gestão de unidades da infância e juventude
Das 14h às 16h
Oficina V: Gestão de unidades cíveis
Das 16h às 18h
Encerramento institucional com a apresentação dos Planos de Gestão elaborados pelas unidades judiciais participantes