Encoge inicia debates com painéis sobre inovação, mindset e tecnologias disruptivas

Após a abertura solene na noite desta quarta-feira (9/11), a programação do 90º Encontro do Colégio Permanente de Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (Encoge) foi retomada no período da manhã com painéis voltados para a inovação, mindset e tecnologias disruptivas. A presidente do Colégio, desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe, abriu os trabalhos ressaltando que os temas trabalhados contribuem diretamente com o constante avanço e modernização do Poder Judiciário. “Todos os painéis foram pensados com muito carinho, visando o aprimoramento dos serviços que prestamos à sociedade”, afirmou.

O primeiro painel apresentado trouxe o tema: “Desconstruindo o mindset e construindo inovação: usando a neurociência para alavancar resultados”, ministrado pela Doutora Solange Mata Machado, da Universidade Federal de Minas Gerais.  A pesquisadora ressaltou que o cérebro humano precisa ser desafiado para ir além, romper barreiras e inovar. A painelista falou sobre mindset, que é a configuração da mente, um conceito que busca entender a predisposição psicológica de uma pessoa que prioriza determinados pensamentos e padrões de comportamento para, então, propor e desenvolver uma nova abordagem.

Ao encerrar utilizou a frase de Ellen Langer (Psicologia Universidade de Harvad), que diz: “A certeza é um mindset cruel. Ela endurece a nossa mente em relação a possibilidades.”

Ainda na linda da inovação, o presidente do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem) e diretor-geral da Escola da Magistratura Tocantinense, desembargador Marco Villas Boas, apresentou o painel “Os impactos das novas tecnologias disruptivas no Sistema de Justiça”.

O magistrado desenvolveu palestra a partir de três pontos, as ações e reações aos desafios tecnológicos e a jornada para a virtualização da prestação jurisdicional no poder judiciário brasileiro; os direitos fundamentais e os novos desafios da virtualização da realidade e as novas ameaças e novas oportunidades.

Marco Villas Boas fez um passeio histórico pela evolução tecnológica dos tribunais de justiça. “Foi nesse cenário que o investimento em tecnologias mais inteligentes e a ampliação dos parques de informática nos tribunais proporcionaram a disseminação da cultura digital no Poder Judiciário e oportunizaram o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas de diagnóstico dos pontos críticos do sistema judicial, bem como de construção de soluções viáveis para o alargamento das vias de acesso do cidadão ao sistema de justiça, até mesmo com a utilização de técnicas de economia comportamental.”

Também integrou o painel a juíza do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Caroline Somesom Tauk. A magistrada trouxe uma reflexão sobre tecnologia e inteligência artificial, ressaltando que esses avanços devem substituir atos e movimentos repetitivos, servindo de auxílio ao ser humano e não sua substituição.  

Medalha

Durante a abertura do 90º Encoge, o presidente do Copedem foi homenageado com a Medalha de Honra ao Mérito Desembargador Décio Antônio Erpen, honraria do Colégio de Corregedores-Gerais a personalidades que contribuem com às causas da Justiça.

Texto: Kézia Reis ASCOM CGJUS

Fotos: Rondinelli Ribeiro TJTO


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