O que começou como uma proposta de conscientização ambiental se transformou, ao longo da semana, em um movimento coletivo dentro da Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS). Entre os dias 26 e 30 de janeiro, magistrados, servidores, estagiários e colaboradores se engajaram na Semana de Resíduos Recicláveis – Selo Verde, ação do projeto Plantar para ComPensar 2025, que resultou na arrecadação de mais de uma tonelada e meia (1,5 tonelada) de materiais recicláveis.
Desde o início da semana, a mobilização foi se consolidando nos setores da Corregedoria, com servidores e colaboradores aderindo à proposta de separar e destinar corretamente os resíduos. O recolhimento de plásticos, como garrafas PET e embalagens, abriu as ações e evidenciou que materiais descartados no dia a dia podem ter uma destinação ambientalmente correta. Na sequência, o foco no vidro contribuiu para esclarecer dúvidas sobre o descarte seguro e ampliar a consciência ambiental dos participantes.

O dia dedicado ao papel marcou um dos momentos mais expressivos da mobilização. Ao todo, foram arrecadados 1.226,2 quilos de papel, papelão e materiais de escritório. O volume reforçou a necessidade de repensar hábitos cotidianos e estimulou reflexões sobre consumo consciente e redução do uso desse recurso no ambiente institucional.

A coleta de metais, tampinhas plásticas, lacres e resíduos eletrônicos, como aparelhos eletroeletrônicos e utensílios domésticos, somou 146 quilos de materiais. O resultado demonstrou que o engajamento coletivo transforma a conscientização ambiental em ações concretas.

O encerramento da semana foi marcado pela limpeza da área em frente à sede da Corregedoria, reforçando o cuidado com o espaço público e a responsabilidade ambiental no dia a dia institucional.

Ao fazer um balanço da iniciativa, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, destacou que pensar em sustentabilidade é pensar no futuro. Segundo ele, o encerramento da Semana de Resíduos Recicláveis marca também a conclusão de um projeto iniciado no ano passado, o Plantar para ComPensar, voltado à responsabilidade ambiental.
“O projeto começou com o plantio de 200 mudas de árvores em diferentes pontos da cidade, especialmente na Universidade Federal do Tocantins, e ganhou continuidade com uma semana dedicada à arrecadação de papel, materiais de trabalho utilizados na Corregedoria, livros e outros resíduos recicláveis”, afirmou.
Para a secretária executiva da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), Ana Mara Carneiro Mourão, a Semana de Resíduos Recicláveis reforçou a importância da mudança de hábitos e da participação coletiva. “Achei muito interessante a atitude da Corregedoria e fiquei muito feliz em poder participar. Foi possível perceber a empolgação dos servidores e refletir sobre o quanto o nosso lixo tem potencial para ser reciclado. Precisamos pensar no futuro, no nosso planeta e no mundo que estamos construindo. Acredito que muitas pessoas sairão desta semana motivadas a continuar essas práticas também em casa”, destacou.
Equipes vencedoras

Como forma de incentivar o engajamento e a participação ativa dos setores, a Corregedoria dividiu os servidores e colaboradores em equipes, que acumularam pontos conforme o volume e o tipo de material reciclável arrecadado ao longo da semana. Ao final da mobilização, que somou 1.555,2 quilos de resíduos recicláveis, as equipes que mais se destacaram foram:
1º lugar: Assessoria de Comunicação da Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins (Ascom/CGJUS), Coordenadoria da Cidadania (Cocid) e Assessoria de Planejamento (Asplan) – 3.375 pontos
2º lugar: Assessorias Judicial e Extrajudicial – 2.340 pontos
3º lugar: Terceirizados – 1.195 pontos
4º lugar: Coordenadoria de Administração (Coad) – 1.065 pontos
Plantar para ComPensar
O projeto Plantar para ComPensar tem como objetivo conscientizar magistrados, servidores e colaboradores do Poder Judiciário do Tocantins sobre os impactos ambientais decorrentes das atividades institucionais, especialmente relacionados às emissões de carbono, promovendo sua compensação por meio do plantio de árvores nativas.
Coordenada pela Coordenadoria de Gestão Socioambiental e Responsabilidade Social (Cogersa), a iniciativa está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Plano de Logística Sustentável (PLS), integrando o Programa Justiça Carbono Zero, que prevê a neutralização das emissões de carbono no âmbito do Poder Judiciário até 2030.