Corregedoria-Geral inicia Diálogos Circulares, projeto utiliza os círculos de construção de paz para melhorar as relações interpessoais

A Corregedoria Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS), por meio da Coordenadoria da Cidadania, em parceria com NUPEMEC e CEJUSC, iniciou nesta última semana o projeto Diálogos Circulares. A iniciativa busca desenvolver a prática dos Círculos de Construção de Paz nas unidades judiciais de 1ª instância e entre os servidores da Corregedoria-Geral de Justiça. O trabalho é desenvolvido através de diálogo sistematizado e o desenvolvimento interpessoal entre os participantes e tem o propósito de difundir os objetivos e práticas do Programa Justiça Restaurativa, normatizado na Resolução nº 225/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  O primeiro encontro foi realizado na Comarca de Novo Acordo no último dia 27 de abril, e contou com a presença de 20 servidores e da juíza Aline Marinho Bailão Iglesias.

 “O primeiro encontro do Projeto Diálogos Circulares, foi acolhido com abertura por todos, foram horas de sorrisos, de escutas e falas, de entrosamento, e de demonstração de afeto e de boas vontades”, contou Luciane Rodrigues do Prado Faria, idealizadora do projeto, sobre a primeira experiência para os servidores da Comarca de Novo Acordo.

Entre os servidores da Corregedoria, os primeiros a participarem do projeto foram os assessores jurídicos ligado ao gabinete da Corregedora-Geral. Nathalia Canhedo, parabenizou a iniciativa e agradeceu.  "Foi um momento muito rico e emocionante, partilhar um pouco das nossas dores e também das nossas alegrias foi muito importante. Obrigada por terem nos proporcionado esse momento.’’                                              

Luciane Faria, ressaltou os benefícios do projeto. “Diálogos Circulares é um Projeto desafiador e magnífico ao mesmo tempo, pois desafia servidores, estagiários, magistrados e colaboradores assoberbados de processos e números, que precisam ter produtividade, a pararem durante o expediente uma vez ao mês para olharem nos olhos uns dos outros, brincarem, sorrirem, falarem de sentimentos e sensações. É magnífico por possibilitar a percepção individual e coletiva de quem somos e do que estamos fazendo, pensando e sentindo. É o vivenciar de um momento de frescor e leveza refazendo as energias e a saúde emocional para voltarmos ao trabalho com menos peso.”

Posteriormente, o projeto se estenderá às demais unidades judiciais de 1ª instância, possibilitando o diálogo entre os servidores e resolução de conflitos, quando houver, evitando processos administrativos. A metodologia possibilita conexão, relacionamento e resolução pacífica de conflitos entre os participantes. Na Corregedoria, os servidores foram divididos em grupos e  os encontros serão realizados pelo período de seis meses, inicialmente com os coordenadores de setores, às sextas-feiras de 15 em 15 dias.

Justiça Restaurativa

A Justiça Restaurativa é uma forma de praticar e vivenciar a justiça que se caracteriza pela inclusão de todos os afetados por uma determinada situação de conflito, que se configure ou não crime ou ato infracional, e que visa ao atendimento de necessidades e direitos humanos, na prevenção da violência, assim como na reparação dos danos e na restauração do tecido social rompido em razão de uma ofensa.

Tabita Rafaela – estagiária Ascom Cgjus

Sob a supervisão da jornalista Kézia Reis


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