Em 2025, o primeiro semestre foi marcado por histórias emocionantes e transformadoras celebradas nos Casamentos Comunitários realizados pelo Poder Judiciário do Tocantins. Ao todo, 217 casais oficializaram sua união em quatro edições realizadas nos municípios de Palmas, Araguaína, Silvanópolis e Arraias. A ação é promovida sem qualquer custo para os noivos e noivas, por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e da Coordenadoria de Cidadania (Cocid) da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJUS), com apoio essencial dos Cartórios de Registro Civil dos respectivos municípios.
Em Arraias, a celebração teve um caráter especialmente simbólico. A cerimônia foi realizada dentro da Unidade Prisional do município, marcando a 1ª Semana do Registro Civil da cidade. Onze casais privados de liberdade oficializaram suas uniões em uma iniciativa que levou dignidade e esperança às famílias. A ação foi complementada por serviços como emissão de certidões, reconhecimento de paternidade e formalização de união estável, promovida em parceria com o Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais de Arraias, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e a Unidade Penal local, inspirada no projeto nacional “Registre-se!”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na capital, Palmas, o Casamento Comunitário foi realizado pela primeira vez e marcou a vida de 100 casais que oficializaram suas uniões em dois dias de celebração, nos dias 4 e 5 de julho. A edição foi repleta de histórias emocionantes, como a do casal Manoel de Jesus Gomes de Brito, de 55 anos, e Maria de Nazaré Caetano de Araújo, de 67, que oficializaram uma união construída ao longo de 30 anos. Cadeirante e em tratamento de hemodiálise, Maria viveu a emoção de concretizar um desejo antigo em um momento especial e simbólico.
Outro momento marcante foi protagonizado por mãe e filha que se casaram no mesmo dia, dividindo o altar em uma cerimônia carregada de afeto. Deusely Rocha Alves José, de 55 anos, e Kamilla Alves dos Reis, de 28, selaram suas uniões com os respectivos companheiros, transformando o momento em uma celebração inesquecível para toda a família.
“Acho que isso é algo que ninguém espera viver na vida, casar no mesmo dia que a própria mãe. Mas, pra gente, está sendo uma bênção. É diferente, é especial, é inesquecível”, disse Kamilla.
Presente na cerimônia em Palmas, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, destacou a importância do evento. “Vivenciamos um momento de grande júbilo e contentamento, pois celebramos o amor em sua essência. Casais que, por limitações financeiras, não tinham condições de realizar o sonho do matrimônio encontram-se aqui presentes. Acima de tudo, experimentarão a felicidade de se tornarem cônjuges.”
Na reunião de líderes realizada no início de julho, o desembargador voltou a elogiar a iniciativa, afirmando nunca ter presenciado, em todos os seus anos de magistratura, um momento tão marcante e emocionante.
Além disso, os municípios de Araguaína e Silvanópolis também foram palco de momentos inesquecíveis. Em Araguaína, a cerimônia ocorreu no auditório do Fórum local, no mês de abril, e consolidou a iniciativa em sua 5ª edição na comarca, oficializando a união de 93 casais. A ação foi fruto da parceria entre o TJTO, a Diretoria do Foro, o Cejusc e o Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais da cidade.
Já no município de Silvanópolis, uma história chamou a atenção e emocionou a todos. Sessenta anos de vida compartilhada, seis filhos e, enfim, a chance de dizer o "sim" oficial. Esse foi o momento vivido pelo casal Jonas Ferreira dos Santos, de 83 anos, e Júlia Dias Furtado, de 82, durante a 12ª edição do Casamento Comunitário promovido pelo Cejusc polo de Porto Nacional. A cerimônia foi realizada no final de junho e integrou as ações do projeto “Cejusc Para Todos”, com apoio da CGJUS. No total, 13 casais oficializaram a união na ocasião.