Depois de passar pela comarca de Araguacema, na última quarta-feira (08/04), a equipe da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJUS) deu continuidade à rota de Correições Gerais Ordinárias nas comarcas de Colinas do Tocantins, Colmeia e Guaraí, entre os dias 8 e 10 de abril. De acordo com o calendário correicional de 2026, a CGJUS inspecionará, durante todo o ano, 12 comarcas no Estado.
“Viemos não apenas orientar, mas também aprender com as experiências de vocês. É por meio desse diálogo que conseguimos melhorar os serviços”, disse o corregedor-geral da Justiça do Tocantins, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, durante a abertura dos trabalhos das correições gerais ordinárias em Guaraí, último município da rota a receber as equipes da CGJUS, nesta sexta-feira (10/04).
Ele também ressaltou que as correições precisam acompanhar as transformações tecnológicas, especialmente com o avanço da inteligência artificial. Segundo o magistrado, a adaptação deixou de ser uma escolha e passou a ser uma necessidade diante da rapidez das mudanças. “Quem não se adaptar será ultrapassado. Não há saída: precisamos acompanhar essa nova realidade com rapidez, diante da velocidade da obsolescência”, afirmou.

A ação integra o calendário de correições de 2026 e reúne magistrados, servidores, delegatários das serventias extrajudiciais e representantes do sistema de justiça. O objetivo é acompanhar o funcionamento das unidades, orientar equipes e contribuir para a melhoria dos serviços prestados à população.
União e eficácia
Nas demais comarcas, a atuação integrada também foi evidenciada. Em Colmeia, o juiz diretor do foro, Marcelo Eliseu Rostirolla, ressaltou a importância da presença da Corregedoria como instrumento de alinhamento e fortalecimento da gestão.
“A presença da Corregedoria permite uma análise mais próxima da realidade da unidade e contribui para o alinhamento de procedimentos, o aprimoramento das rotinas e o fortalecimento da atuação administrativa e jurisdicional.”
Já a juíza diretora do foro de Colinas, Grace Kelly Sampaio, destacou o caráter colaborativo da correição e os impactos práticos na organização da unidade. “A correição é um momento importante de escuta e troca de experiências. As orientações recebidas contribuem para o aperfeiçoamento da gestão, a organização das atividades e a melhoria contínua do funcionamento da unidade.”
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Em Guaraí, o juiz diretor do Foro, Fábio Costa Gonzaga, destacou a atuação conjunta entre as instituições. “A unidade mantém uma relação harmoniosa com as instituições locais e está aberta ao diálogo com a Corregedoria, sempre com o objetivo de aprimorar os serviços prestados à população.”
Eficiência dos serviços
Ao tratar do acesso da população aos serviços, o juiz auxiliar da Corregedoria, Marcelo Laurito Paro, destacou a importância dos cartórios extrajudiciais, especialmente pela presença em diferentes localidades, o que amplia o atendimento e contribui para reduzir a demanda do Poder Judiciário.
“Nosso foco é promover debates, ouvir demandas e aprimorar continuamente as atividades. O objetivo final é oferecer uma prestação jurisdicional mais eficiente e eficaz”, afirmou.
A metodologia dos trabalhos correicionais foi apresentada pelo o juiz auxiliar dos Serviços Administrativos e dos Órgãos do Primeiro Grau de Jurisdição da CGJUS, Manuel de Faria Reis Neto, que explicou a realização de reuniões com as equipes das unidades judiciais e extrajudiciais, além da elaboração de relatório com apontamentos sobre a realidade local. “A correição também é um momento de orientação, de compartilhar boas práticas e de auxiliar na gestão do trabalho e do tempo nas unidades”, pontuou.
Trabalhos correicionais
Durante a programação, a equipe da Coordenadoria de Correição, Planejamento e Aprimoramento da Primeira Instância (Cplan) apresentou o Portal Orienta+CGJUS, plataforma que reúne orientações, treinamentos e tutoriais sobre sistemas judiciais, extrajudiciais e administrativos, como parte das ações da Corregedoria-Geral da Justiça voltadas ao fortalecimento das unidades e à melhoria dos serviços.

As atividades ainda incluíram reuniões com magistrados, servidores e delegatários, com espaço para apresentação de demandas, sugestões e compartilhamento de práticas, além da análise de processos e do funcionamento dos serviços.
A escrivã judicial Benuzia Dourado destacou os resultados das capacitações e agradeceu o apoio da Corregedoria.
“A cada dia a gente aprende mais. Nosso objetivo é sempre prestar ao jurisdicionado o serviço que gostaríamos de receber”, afirmou.