Com foco na atuação estratégica ante a litigiosidade excessiva, teve início na quarta-feira (5/6), o curso “Gestão Inovadora e Estratégias no Tratamento de Demandas Repetitivas”. A capacitação é destinada a magistradas e magistrados do Poder Judiciário Tocantinense, com carga horária de 20 horas-aula, e segue até esta sexta-feira (7/6), na sede da Esmat.
Credenciado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), o curso, desenvolvido pela Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), está sendo conduzido pela juíza Mônica Silveira Vieira (TJMG) e pela analista judiciária Adriana Reis Dutra, chefe da Divisão de Monitoramento de Metas e Indicadores (DIVMON/CPLAN/CGJUS-TJTO).
Os conteúdos abrangem desde o uso de painéis de Business Intelligence até ferramentas de jurimetria e gestão de precedentes, em uma perspectiva prática e resolutiva. A capacitação conta com a coordenação do juiz Manuel de Faria Reis Neto.
Em depoimento, a coordenadora Hyllaine Silva, da Coordenadoria de Correição, Planejamento e Aprimoramento da Primeira Instância (Cplan), ressaltou a importância da formação para fortalecer a atuação institucional em diferentes frentes.
“O curso é de grande relevância para juízes(as), assessores(as) e servidores(as), tanto da área-fim quanto da área administrativa do Judiciário Tocantinense, pois ele nos provoca a repensar a forma de aplicar a jurisdição, principalmente nesse universo das demandas abusivas. É uma oportunidade também que as palestrantes nos trazem, por meio de dados e trocas de experiências de outros tribunais, para que possamos repensar práticas e promover uma atuação mais resolutiva”, afirmou.
O juiz José Carlos Ferreira Machado, magistrado titular da comarca de Wanderlândia, também destacou a relevância do curso para os(as) magistrados(as) que atuam no interior do Estado e o alto nível dos profissionais envolvidos. “Em aula, cheguei a dizer que ela [professora Mônica] é a ‘predadora dos predadores’, tamanha a profundidade com que domina o assunto. Seus ensinamentos foram fundamentais para nos fazer repensar que modelo de Justiça queremos para o século XXI”, avaliou.
Em sua fala, o juiz agradeceu ao diretor geral da Esmat, desembargador Marco Villas Boas, por viabilizar a realização do curso.