CGJUS/TO participa I Encontro de Adoção Internacional do Estado do Pará

A Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS) participou do Seminário do I Encontro Estadual de Adoção Internacional, realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará nesta terça-feira (10/10). Encontro teve como objetivo fomentar a implantação de ações que promovam a inserção familiar e comunitária de crianças e adolescentes em famílias substitutas, quando esgotadas as possibilidades de reinserção em família natural.

Do Tocantins estiveram presentes no evento as servidoras Ana Mara Mourão e Naize França, da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA); e o juiz Adriano Gomes de Melo Oliveira, da Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJTO(CIJ).

Durante o Seminário, a presidente do Judiciário do Pará, desembargadora Maria de Nazaré Gouveia, destacou os 30 anos de atuação da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional do Pará (CEJAI) e reforçou a importância da atuação do Judiciário na área da infância e juventude.  “Nós visamos o bem do menor, o seu bem-estar. Nós queremos ver aquele menor crescer, se desenvolver e ser um ser útil para a nossa sociedade”. A magistrada ressaltou ainda que se tratava mais de uma questão humana que jurídica. “Precisamos tratar nossos menores de forma humana, que traga dignidade a essas crianças que estão por aí sem nada e precisam de nós. Nosso evento é estadual, mas com nível internacional. A temática é sensível e precisamos nos unir e nos dar as mãos para que cresçamos mais para termos nossas crianças amparadas”.

PALESTRAS

A “Atuação dos Organismos de Adoção Internacional no Brasil: a Fiscalização, Credenciamento e Acompanhamento das Adoções - Autoridade Central Administrativa Federal (ACAF)” foi um dos temas abordados no Encontro.  O analista Felipe Viana Alves explicou ao público o passo a passo para a solicitação de acesso a informações sobre origem biológica. O especialista falou sobre todos os recursos disponíveis e orientou sobre como pesquisar no caso de ausência de documentos ou até de documentação fraudulenta.

Atualmente, a ACAF contabiliza 211 consultas relacionadas a origem, sendo que 60 foram abertas este ano. O palestrante afirmou que o Brasil tem umas das legislações mais abertas a adoção, explicando que a definição de adoção internacional é quando a criança troca de país, ou seja, as crianças tanto podem ser adotadas por estrangeiros no Brasil, como casais brasileiros podem adotar em outro país.

Já o palestrante Diógenes Ferracini Duarte falou sobre o tema “Sistema Nacional de Adoção (SNA): Ferramenta de buscas por pretendentes a adoção nacional e internacional e busca ativa”. Ele destacou os recursos do sistema, entre eles os de controle de prazos e alertas. O sistema, que atualmente conta com 4458 crianças e adolescentes disponíveis para adoção, conta com várias ferramentas de filtros que possibilitam encontrar pretendentes com mais precisão.

Ainda na programação, a palestra “Atuação dos Organismos de Adoção Internacional no Brasil: A Fiscalização, Credenciamento e Acompanhamento das Adoções - Autoridade Central Administrativa Federal” foi ministrada pela assistente social da ACAF, Natália Corrêa de Camargo. Segundo a especialista, que está à frente do acompanhamento pós-adotivo, 99% das adoções internacionais são bem-sucedidas. Ela falou sobre a importância de disponibilizar canais de comunicação para que crianças e adolescentes possam continuar tendo apoio, assim como da importância de manter alinhamento entre as autoridades dos países envolvidos para que as famílias continuem tendo acompanhamento e acolhimento psicossocial após a adoção.


Fechar Menu Responsivo
Fale Conosco Portal Extrajudicial
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.