Com o apoio do Poder Judiciário, adolescentes do Tocantins inseridos no aplicativo A.DOT realizam o sonho da tão esperada adoção

Cada jornada de adoção é diferente, assim como toda família, o ato de adotar é uma das maiores demonstrações de afeto. Homens e mulheres que tomam a decisão consciente de se tornarem pais e mães dessa maneira, mesmo sem laços biológicos, tornam-se aptos a constituir uma família, garantindo a crianças e adolescentes o direito de receber os cuidados e a proteção de um convívio familiar.  Pensando nisso, a Corregedoria-Geral da Justiça (CGJUS-TO), por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), dedica-se ao papel de oferecer um lar amoroso para pessoas que não tiveram esta oportunidade.

Através de dados e imagens inseridas no Aplicativo A.DOT, três adolescentes do Tocantins, que aguardavam o processo de adoção, realizaram o sonho de ter uma família para chamar de sua. Duas irmãs gêmeas de 14 anos, e outro jovem de 17 anos finalmente, encontraram seres humanos especiais que residem em outros estados, mas estão dispostos a lhes dar o sonhado amor familiar.

Para o juiz Adriano Gomes de Melo Oliveira, coordenador estadual da Infância e Juventude, e titular do Juizado Especial da Infância da Comarca de Palmas, o resultado é animador, depois do retorno presencial que possibilitou a tramitação dos processos infracionais, ficando cada vez mais rápido, assim possibilitando aos adolescentes o apoio para compreender a importância de observar as regras de convívio social.

“O lado protetivo da infância e juventude é desafiador, lidar com jovens negligenciados por seus familiares, muitos abandonados e abrigados em entidades de acolhimento, especialmente os mais velhos e com problemas de saúde que têm dificuldade de encontrar novos lares. Uma criança com poucos meses de vida é, normalmente, acolhida rapidamente por famílias adotivas. A maior alegria do ano é oriunda do trabalho da Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Tocantins que propiciou meios para encontrar famílias para crianças e adolescentes que aguardavam há muitos anos por novos pais e mães”, ressalta o juiz Adriano Oliveira.

A coordenadora do Ceja, Ana Mara Carneiro Mourão, relata que equipe CEJA/CGJUS comemora com muita alegria o andamento do processo de adoção, através do aplicativo A.DOT, dos 3 adolescentes (adoção tardia) da comarca de Palmas.

"Ao acessarem o aplicativo de busca ativa essas pessoas se sensibilizaram com a oportunidade de ser família para àqueles jovens que tanto esperavam por um lar e felizmente, esse Natal poderão passar junto de suas novas famílias".

Aplicativo A.DOT

Para incentivar a adoção tardia de crianças e adolescentes acima de 7 anos,  as adoções de grupos de irmãos e as de crianças ou adolescentes que tenham alguma doença ou deficiência, seja ela mental ou física, a Corregedoria da Justiça do Tocantins aderiu ao aplicativo A.Dot, em 20221. Desde então, 10 crianças/adolescentes que vivem em abrigos no estado já foram inseridos no aplicativo.

O A.DOT é uma ferramenta que tem como objetivo dar visibilidade a esse grupo e encontrar famílias, sensibilizando os pretendentes, a fim de contemplar a possibilidade de ampliar os mais diversos tipos de perfis para adoção.

 

Texto: Tábita Rafaela – estagiária ASCOM

Supervisionado pela jornalista Kézia Reis


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