Corregedoria da Justiça e Polícia Civil avançam na gestão de bens apreendidos no Tocantins

Heloisa Dantas

Visando a implementação do Sistema Nacional de Gestão de Bens (SNGB) no Estado, a Corregedoria Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS) realizou reunião com representantes da Polícia Civil para avaliar a execução do projeto piloto do Plano de Gestão de Bens Apreendidos, aplicado na comarca de Araguatins. O encontro foi realizado nesta terça-feira (03/09), com a participação do juiz auxiliar dos Serviços Administrativos e dos Órgãos do Primeiro Grau de Jurisdição, Arióstenis Guimarães Vieira; o corregedor-geral da Segurança Pública do Tocantins, Wanderson Chaves de Queiroz; e os corregedores adjuntos, Rodrigo Saud Anturiano e Rafael Santos e Silva.

"Esse encontro marca mais um passo significativo na busca por soluções eficazes para a gestão de bens apreendidos no Tocantins, com a Corregedoria atuando em permanente diálogo com os órgãos envolvidos em permanente mobilização para o sucesso das ações que aprimoram o modelo de gestão de bens apreendidos para que tenhamos um ambiente mais saudável com reflexos positivos tanto para a sociedade, quanto para a prestação jurisdicional", avaliou o juiz auxiliar da CGJUS, destacando as boas práticas já identificadas nas comarcas tocantinenses. 

'Esse alinhamento melhora a tramitação dos processos e contribui para a resolução de problemas ambientais e de saúde pública. Nós da Corregedoria da Justiça estamos atuando em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, o Ministério Público e a Polícia Civil, garantindo que cada comarca receba o apoio necessário para enfrentar suas particularidades".

Membro da Comissão de Intervenção na Gestão de Bens Apreendidos, instituída no âmbito da Polícia Civil, o delegado corregedor adjunto da Secretaria da Segurança Pública, Rafael Santos e Silva, destacou os avanços do projeto piloto na primeira regional da Polícia Civil em Araguatins. "Já temos o levantamento de todos os veículos apreendidos sem procedimentos e dos bens com procedimentos que estão na cela de custódia há mais de 60 dias. O primeiro passo foi a identificação, catalogação e classificação dos itens", explicou o delegado. "Agora, vamos partir para a tentativa de restituição aos proprietários ou, caso isso não seja possível, para o encaminhamento adequado, como o descarte de veículos abandonados, conforme previsto na legislação de trânsito”, complementou.

O delegado ainda ressaltou a importância de se ter um protocolo para garantir que os bens apreendidos tenham a correta destinação e disse que o trabalho tem avançado especialmente na região do Bico do Papagaio, com  expansão do projeto para outras regionais.

"Nossa intenção é alinhar as ações com o Tribunal de Justiça para que as decisões judiciais sejam tomadas de forma célere, evitando o extravio de bens e garantindo sua devida destinação".

SNGB

O Sistema Nacional de Gestão de Bens foi instituído pelo Conselho Nacional de Justiça, por meio da Resolução nº 483, com o objetivo de aprimorar a gestão dos bens judicializados e oferecer um maior controle da tramitação judicial desses bens para evitar depreciações, perecimentos e extravios, contribuindo também com registro da cadeia de custódia.

Entre as vantagens dos Sistema, estão:

  • Redução dos custos de manutenção de bens apreendidos, devido à diminuição do tempo que permanecem em depósito.
  • Devolução imediata de bens que não interessam ao processo, garantindo a restituição a quem de direito. 
  • Melhoria na comunicação entre as unidades do judiciário e outras instituições envolvidas, como Polícia Civil, Polícia Militar, Detran e Ministério Público.

Fechar Menu Responsivo
Fale Conosco Portal Extrajudicial
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.