Corregedoria-Geral da Justiça encerra calendário correicional de 2025 na Comarca de Augustinópolis

Maria Karolina

A Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS) encerrou, nesta quarta-feira (05/11), o calendário de correições ordinárias de 2025 com a visita institucional à Comarca de Augustinópolis, na região do Bico do Papagaio - extremo norte do Tocantins. Ao longo do ano, foram realizadas 15 correições em unidades judiciais e extrajudiciais de todas as regiões do Estado, com o objetivo de acompanhar a rotina de trabalho, orientar equipes e fortalecer a qualidade da prestação jurisdicional e dos serviços cartorários.

A atividade envolveu reuniões com magistrados(as), servidores(as) e delegatários(as) das serventias extrajudiciais, além da análise de processos, fluxos internos e indicadores de produtividade. 

Ao conduzir a abertura dos trabalhos, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, destacou o caráter formativo e colaborativo do processo correicional. “A correição tem como função primordial orientar e promover a troca de experiências. Precisamos encarar esse momento como uma oportunidade de aperfeiçoamento do trabalho e de melhoria na qualidade de vida dos servidores. Diante de tantos desafios, é fundamental resgatar o engajamento e a motivação da equipe, fortalecendo nosso compromisso com um serviço público mais eficiente e humano”, pontuou.

O juiz diretor do Foro da Comarca, Jorge Amâncio, reforçou que o processo correicional deve ser percebido como um instrumento permanente de aperfeiçoamento institucional. “A correição não tem como finalidade punir. Ela existe para orientar, corrigir rotas e evitar desvios que possam prejudicar o serviço e fragilizar o relacionamento interno. Quando trabalhamos de forma harmônica, com diálogo e respeito, torna-se muito mais fácil prevenir problemas e oferecer um atendimento de qualidade à comunidade”, disse.

“Neste ano de 2025, temos trabalhado para fortalecer a comunicação em todas as frentes: jurisdicionados, servidores, magistrados e advocacia. Quando há diálogo, conseguimos antecipar problemas, encontrar soluções mais rápidas e garantir um atendimento mais eficiente. No interior, essa aproximação se torna ainda mais necessária, porque cada comarca possui características e demandas próprias que precisam ser reconhecidas”, afirmou o juiz auxiliar dos Serviços Administrativos e dos Órgãos do Primeiro Grau da CGJUS, Manuel Faria de Reis Neto.

A agenda também contemplou a avaliação da estrutura das serventias extrajudiciais da região. O juiz auxiliar da Corregedoria responsável pelo foro extrajudicial, Marcelo Laurito Paro, destacou que a organização cartorária tem reflexo direto no desenvolvimento local. “O trabalho realizado nas serventias extrajudiciais tem impacto direto na vida econômica e social das comunidades. Quando um cartório funciona de forma organizada, com procedimentos claros e segurança jurídica, a cidade se torna mais atrativa para investimentos e projetos de desenvolvimento”, afirmou.

Trabalhos desenvolvidos

Durante a correição, foram realizadas reuniões setoriais com equipes das unidades judiciais, servidores administrativos e delegatários de tabelionatos e registros civis. Também foram analisados o andamento de processos e as rotinas dos serviços extrajudiciais, além de ofertadas orientações técnicas e organizacionais.

Na ocasião, a equipe da Corregedoria apresentou o Orienta+ CGJUS, programa que reúne orientações, treinamentos e materiais de apoio sobre os principais sistemas judiciais, extrajudiciais e administrativos utilizados no Estado, com o objetivo de padronizar procedimentos e ampliar o suporte às unidades.


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