Em evento comemorativo ao programa “Nós por elas” AMB homenageia desembargadoras do Tocantins eleitas para a gestão 2023-2025

Visto como um marco histórico para o Tocantins e para o Brasil, a eleição da nova Mesa Diretora do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), (Gestão 2023-2025) que será prioritariamente composta por mulheres, foi destaque durante o evento de celebração de 1 ano do programa de resgate humanitário “Nós por elas”, da Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB. Em solenidade realizada nesta segunda-feira (7/11), em Brasília, as desembargadoras Etelvina Maria Sampaio Felipe, eleita presidente do TJTO, Ângela Prudente, vice-presidente, Maysa Vendramini Rosal, eleita corregedora-geral da Justiça, Jacqueline Adorno Adorno (ausente por compromisso institucional), vice-corregedora, e Ângela Issa Haonat, que atuará como 1ª diretora Adjunta da Escola Superior da Magistratura (Esmat), receberam homenagem da presidente da AMB, juíza Renata Gil.

 “Hoje a gente também prestigia a equidade de gênero. Temos hoje uma situação inusitada no Tribunal do Tocantins, um Marco histórico, como sinal de que nós magistradas queremos essa mudança também no Judiciário”, afirmou a presidente da AMB.

Ao agradecer em nome de todas as homenageadas, a atual corregedora-geral e presidente eleita do TJTO, desembargadora Etelvina Felipe, ressaltou a importância da abertura de espaços para a mulher em diferentes postos. “Recebemos hoje esta homenagem por um marco na Justiça brasileira, compor uma Mesa Diretora de Tribunal predominantemente feminina. Assim, contamos hoje e no futuro, a nossa história para que esse feito se repita mais e mais vezes no Poder Judiciário do nosso país. Desejamos sair do ineditismo para uma realidade onde mulheres se fazem presentes cotidianamente nos espaços de poder.”

Nós por elas

O evento, realizado no Centro Cultural Banco do Brasil, reuniu diversas autoridades, como o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Maria Claudia Bucchianeri, a modelo e atriz Luiza Brunet, hoje ativista no combate à violência doméstica, além de magistrados integrantes da AMB e representantes das instituições parceiras do programa Nós por elas.

A campanha “Nós por Elas” foi criada com o objetivo de viabilizar a acolhida de juízas afegãs e de seus familiares em território brasileiro. No dia 20 de outubro de 2021 foi o dia da chegada à Brasília de 26 pessoas afegãs, sendo sete juízas e seus familiares, resgatadas em razão da tomada de Poder pelo Talibã no Afeganistão em agosto do mesmo ano.

O Brasil inaugurou assim, um novo tempo e novo modelo de ajuda humanitária, sendo o primeiro país a atuar dessa forma diplomática com toda cautela e coragem para enfrentar esse desafio.

“Realizamos uma verdadeira política pública digna de muitos aplausos. Hoje não é uma solenidade, é uma comemoração. O resultado deste projeto nos indica que somos a mudança que precisamos, cada um de nós temos um propósito para cumprir neste mundo”, afirmou Renata Gil.

Com o apoio de parceiros, as juízas afegãs e suas famílias vivem hoje em Brasília, sendo viabilizada moradia, alimentação, plano de saúde, escola para as 11 crianças que integram o grupo e trabalho para as magistradas recomeçarem suas vidas no Brasil.

 

 Kézia Reis – ASCOM CGJUS

Fotos: Rondinelli Ribeiro Cecom/TJTO


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