Fórum Fundiário articula ações de governança de terras com governo federal

Ascom/Corregedoria MA
Reunião discutiu ações de cooperação institucional visando à regularização fundiária e ambiental.

Integrando a comitiva do Fórum Fundiário Nacional das Corregedorias-Gerais da Justiça, em agenda à Brasilia, a corregedora-geral da Justiça do Tocantins e vice-presidente do Fórum Fundiário Nacional, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, participou nesta terça-feira (11/04) de reunião com a presidência do Incra e representantes de órgãos do Executivo Federal que atuam na gestão fundiária no país. Do Tocantins, também participaram do encontro o juiz coordenador do Núcleo de Prevenção e Regularização Fundiária (Nupref), Wellington Magalhães, e a chefe de gabinete da Corregedoria da Justiça do Tocantins, Livia Guimarães Ferreira. O encontro teve como objetivo discutir ações de cooperação institucional na implementação de medidas visando à regularização fundiária e ambiental nos estados.

Durante a reunião, foram apresentados o histórico e objetivos do Fórum Nacional Fundiário, além das ações desenvolvidas, como o estímulo a criação de núcleos de regularização fundiária pelas Corregedorias, o apoio institucional aos municípios e estados na elaboração de projetos de regularização fundiária, especialmente as de caráter social e rural, e o combate à grilagem com reforço de fiscalização de atos registrais. 

Também foi solicitado o apoio do Governo Federal por meio do Incra, da Secretaria de Patrimônio da União e dos Ministérios da Cidade e do Meio Ambiente. O objetivo é estruturar um amplo acordo de cooperação técnica, com a participação do Fórum Fundiário e das Corregedorias locais para desenvolver ações conjuntas de regularização fundiária em áreas de projetos de reforma agrária do INCRA ou terras públicas federais passíveis de regularização fundiária; ampliar o conhecimento das características fundiárias dos estados e analisar a dinâmica do uso e ocupação das terras com vistas ao apoio às ações de governança fundiária e projetos de assentamento e territórios quilombolas; apoiar o desenvolvimento de “inventário estatístico imobiliário registral” nos cartórios localizados em regiões de maior índice de grilagem, entre outros temas.

Segundo o presidente do INCRA, Cesar Schiavon Aldrighi, a agenda que vai ser construída pela parceria institucional, daqui em diante, vai contribuir para construir políticas estruturantes para beneficiar a população, que depende de ações na área fundiária. “Temos duas áreas importantes que dialogam com o Fórum Fundiário: além da gestão dos assentamentos, estamos construindo com o Ministério de Desenvolvimento Agrário, um espaço de mediação de conflitos agrários que dialoga com a proposta que o Fórum traz, e temos uma diretoria de gestão fundiária que tem os cadastros dos produtores rurais do país e o cadastro geográfico das propriedades. A expectativa é que o INCRA tenha um diálogo permanente com o Fórum”, disse.

COMISSÃO NACIONAL DE GOVERNANÇA FUNDIÁRIA

“Colocamos à disposição dos órgãos fundiários o trabalho das corregedorias e, em especial, o serviço extrajudicial, para fazer o registro de terras de áreas sensíveis como quilombolas, indígenas e de reserva legal, protegendo o meio ambiente e ajudando a combater a grilagem e a sobreposição de matrículas, com foco na governança fundiária responsável” disse o presidente do Fórum Fundiário de Corregedores, desembargador Froz Sobrinho, corregedor-geral da Justiça do Maranhão.

No encontro, magistrados e técnicos deliberaram pela proposta de criação de uma “Comissão Nacional de Governança Fundiária”, sob a liderança do Ministério de Desenvolvimento Agrário, para institucionalizar o diálogo entre os órgãos fundiários e encaminhar soluções concretas visando ao fortalecimento  do sistema de administração de terras; o apoio à modernização dos cartórios; o apoio do Judiciário à formulação de leis e normas para parametrizar a regularização fundiária de agricultores, produtores rurais, comunidades quilombolas e tradicionais e terras indígenas e trabalhar na comissão de prevenção aos conflitos fundiários, dentre outras ações.

Outro encaminhamento importante, foi o convite do Ministério do Meio Ambiente, para que o Fórum Fundiário tenha assento no Plano Nacional de Prevenção e Desmatamento da Amazônia. “O Ministério do Meio Ambiente apontou a iniciativa, que já está sendo tratada dentro do Fórum Fundiário de Corregedores, de integração da agenda fundiária e ambiental, tanto no combate à grilagem de terras, como o combate ao desmatamento ilegal e no fomento à regularização fundiária e ambiental das propriedades no país”, informou o consultor do Fórum, Richard Torsiano.

Presenças

Participaram da reunião os corregedores José Rotondano (TJBA), presidente do Colégio de Corregedores-Gerais da Justiça, Ricardo Paes Barreto (TJPE), Jomar Saunders Fernandes (TJAM) e José Costa Carvalho (TJDFT); o coordenador do Núcleo de Regularização Fundiária da Corregedoria Geral da Justiça do  Maranhão; juízes auxiliares e servidores das corregedorias.

Dentre os representantes do executivo federal, participaram João Pedro Costa (INCRA), Cláudia Maria Dadico (Ouvidoria Agrária); Moisés Savian, Shirley Nascimento e Ailson Machado (Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental/Ministério do Desenvolvimento Agrário e Cultura Familiar); Tupam Kanai (Ministério dos Povos Indígenas); Jonata Galvão  da Silva (Ministério da Justiça e Segurança Pública); André Lima (Secretaria de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental e Territorial/Ministério do Meio Ambiente); Arthur Oliveira Chagas e Renata Helena da Silva (Secretaria do Patrimônio da União/Ministério da Gestão e  Inovação);  Marco Aurélio da Rocha (CCA/INCM); Patrícia Assunção (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

(Com informações das Assessorias de Comunicação das Corregedorias Gerais da Justiça do Maranhão e Pernambuco)


Fechar Menu Responsivo
Fale Conosco Portal Extrajudicial
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.