Na tarde desta quinta-feira (23/04), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS) abriu as portas para receber estudantes do curso de Direito da Universidade Federal do Tocantins (UFT), dentro do projeto “Universidades na Corregedoria”. A iniciativa aproxima o público acadêmico do Poder Judiciário e oferece aos alunos a oportunidade de conhecer, na prática, a estrutura, as atribuições e os projetos estratégicos desenvolvidos pela instituição.
O encontro foi conduzido pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, com a participação dos juízes auxiliares Marcelo Laurito Paro e Manuel de Faria Reis Neto. Durante a visita, os magistrados apresentaram o papel da Corregedoria na promoção da cidadania, da transparência e da boa governança judicial e administrativa.
Ao dialogar com os estudantes, o corregedor detalhou a atuação da Corregedoria na organização e no acompanhamento das atividades do Judiciário, explicando como o trabalho do órgão contribui para o funcionamento das unidades judiciais e extrajudiciais. “A Corregedoria funciona como um ponto de organização do Judiciário. A gente acompanha de perto, identifica onde estão as dificuldades e atua para melhorar o funcionamento das unidades. Isso impacta diretamente na vida de quem precisa da Justiça”, afirmou.
Durante a visita, o juiz dos serviços notariais e de registro, Marcelo Laurito Paro, explicou aos estudantes como funciona a atividade extrajudicial e a atuação dos cartórios. “A atuação da Corregedoria está diretamente ligada aos cartórios, acompanhando o funcionamento das serventias e orientando para que os serviços atendam às normas e às necessidades da população”, disse.
“A correição é um momento em que acompanhamos de perto a rotina da unidade, observamos como os serviços estão sendo prestados e identificamos possíveis dificuldades no andamento dos processos”, explicou o juiz auxiliar Manuel Fria de Reis Neto, ao falar sobre as correições judiciais.
Os alunos do 4º período estavam acompanhados pela desembargadora e professora da turma, Ângela Issa Haonat.
Para os estudantes, a experiência foi marcada pelo aprendizado e pela descoberta de novas perspectivas sobre o funcionamento do Judiciário. A acadêmica do 4º período de Direito, Monalisa Pereira Fernandes, destacou a importância da visita. “Foi muito interessante. Conheci várias áreas e setores que eu não sabia que faziam parte da Corregedoria. Foi uma experiência muito enriquecedora, tanto pelo conhecimento quanto pela oportunidade de conhecer as pessoas e entender como tudo funciona na prática”, afirmou.
O projeto
O projeto “Universidades na Corregedoria” é uma ponte entre o meio acadêmico e o Poder Judiciário, aproximando diferentes gerações e áreas do conhecimento. A proposta do projeto, além de apresentar a rotina institucional, busca despertar nos futuros profissionais a compreensão do sistema de Justiça como agente transformador da sociedade. Ao conhecer as ações, que vão desde o fortalecimento do acesso à Justiça até o acompanhamento de políticas como adoção, atenção à pessoa idosa e combate ao sub-registro civil, os acadêmicos puderam vivenciar como o trabalho correicional está diretamente ligado à garantia de direitos fundamentais.