A Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS) iniciou, nesta sexta-feira (26/4), a Correição Geral Ordinária na Comarca de Formoso do Araguaia. A comarca, que abrange o município sede, é uma das mais tradicionais do estado e se destaca pela vasta extensão territorial. Ao longo dos anos, o Poder Judiciário tem acompanhado o crescimento da cidade, com investimentos que fortalecem a estrutura local e ampliam o acesso da população à Justiça.
O técnico judiciário Edilson Magalhães Chagas, servidor da unidade desde 1996, destacou o desenvolvimento alcançado pelo Judiciário em 35 anos de história. “É muito bom ver a presença da Corregedoria, nos auxiliando nas demandas e no atendimento aos jurisdicionados. Esse apoio fortalece nosso trabalho e contribui diretamente para prestarmos um serviço cada vez mais eficiente”, afirmou.
Foco em transformação e resolutividade
Durante a solenidade de abertura, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, ressaltou que a gestão 2025/2027 tem como objetivo construir soluções e promover transformações. “É fundamental realizarmos uma análise cuidadosa da realidade local para identificar os pontos que necessitam de atenção e propor medidas que possam mitigar os problemas”, explicou.
O desembargador reforçou ainda a postura dialógica da Corregedoria, voltada para ouvir, compreender e, sobretudo, encontrar soluções. Segundo ele, duas palavras guiam a atual gestão: transformação e resolutividade. “Transformação diz respeito à melhoria da atuação da Corregedoria, para contribuirmos com um Judiciário mais acessível, ágil e eficiente. Já a resolutividade está ligada à missão de remover entraves, desburocratizar processos e buscar soluções concretas para os desafios enfrentados”, completou.
Como parte da programação, foram realizadas reuniões setoriais simultâneas com magistrados, servidores do Fórum e delegatários das serventias extrajudiciais. Em um ambiente de diálogo informal, a equipe da CGJUS apresentou as diretrizes do trabalho, ouviu as demandas locais e conheceu boas práticas adotadas pelos cartórios extrajudiciais.
Diálogo e fortalecimento
O juiz diretor do Foro, Valdemir Braga de Aquino Mendonça, ressaltou a importância da correição como momento de reflexão e aprimoramento das atividades jurisdicionais. “A correição não é apenas um processo de fiscalização, mas também um exercício de diálogo e construção conjunta. Críticas e sugestões são bem-vindas, desde que feitas pelos canais institucionais adequados”, pontuou.
Responsável pela correição judicial, o juiz auxiliar Manuel de Faria Reis Neto destacou que a atividade correicional vai além do momento formal. “A Corregedoria tem uma função fiscalizatória contínua. Os dados do Poder Judiciário são amplamente divulgados e monitorados por indicadores em diversas áreas. Assim, a visita de hoje é mais um passo nesse trabalho permanente de fiscalização e diálogo”, explicou.
O juiz auxiliar dos serviços notariais e de registro, Marcelo Laurito Paro, também reafirmou o compromisso da Corregedoria em apoiar e aprimorar continuamente a prestação dos serviços extrajudiciais. “Cartórios bem geridos, estruturados e organizados impulsionam positivamente a economia local. Por outro lado, a má gestão pode gerar impactos negativos em toda a região”, destacou.
Representando a advocacia, o presidente da subseção da OAB de Gurupi, Victor Augusto Schmitz Fernando Moreira Cavalcante Milhomens, enfatizou a importância do momento para o fortalecimento das instituições. “A presença da Corregedoria é fundamental não apenas para a fiscalização, mas para o diálogo, a troca e a construção conjunta de um Judiciário mais forte”, concluiu.