Taxas cartorárias: Projeto de Lei do Judiciário é debatido em audiência pública na AL

 

 Em audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (11/12), foi debatido o projeto de lei de autoria do Poder Judiciário do Tocantins que trata sobre a cobrança e o pagamento de emolumentos no exercício das atividades notariais e registrais. A propositura ainda regulamenta o Fundo Especial de Compensação da Gratuidade dos Atos do Registro Civil de Pessoas Naturais (Funcivil).

O projeto de lei foi elaborado a partir das demandas levantadas pela Corregedoria Geral da Justiça (CGJUS) em visita às 42 comarcas do estado. Conforme destacou o juiz auxiliar da CGJUS, Océlio Nobre, durante a audiência, “por meio do projeto Corregedoria Cidadã nós nos reunimos com praticamente todos os tabeliães do estado, ouvimos a manifestação de muitos cidadãos e recolhemos inúmeras reclamações sobre o valor dos emolumentos, daquilo que o contribuinte paga no cartório”. Para o magistrado, o alto valor dos tributos praticados é uma das questões que mais preocupam. “O projeto tem um viés de incrementar a economia; muita gente está realizando seus negócios e não está procurando o cartório para praticar o ato pois não estão conseguindo arcar com os custos”, afirmou. “As pessoas não pararam de fazer negócios, mas estão praticando dois tipos de contratos: um de arrendamento para engavetar e um de comodato para registrar. Se conseguirmos viabilizar esse projeto, vamos aumentar a arrecadação mesmo com a redução de valores”, complementou o magistrado.

Esclarecendo as dúvidas dos parlamentares, cartorários e associações representativas que participaram da audiência pública, o representante da CGJUS ainda destacou que todos os envolvidos no projeto foram ouvidos em busca de uma solução mais próxima do ideal para cada parte. O objetivo é garantir arrecadação ao Judiciário, atender as demandas dos cartorários e aliviar os custos aos contribuintes. “Com o projeto nós conseguimos aumentar a arrecadação e reduzir o custo para o contribuinte, mantendo o valor da remuneração própria do cartorário fixado pela comissão de cartorários”, afirmou.

“O que é necessário agora é adotar uma racionalidade na interpretação e na discussão para produzir um bom resultado; e é isso que a Assembleia deve fazer”, concluiu o magistrado a respeito do Projeto de Lei nº 001, que há um ano tramita na Casa de Leis.  

Texto: Paula Bittencourt / Comunicação TJTO

Fotos: Silvio Santos /AL

 

 


Fechar Menu Responsivo
Fale Conosco Portal Extrajudicial
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.